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HISTÓRIA DOS CHEQUES
Saiba um pouco mais sobre os
cheques, tanto utilizados atualmente.
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A moeda bancária ou moeda
escritural consiste nos depósitos à vista existentes nos bancos ou
outras instituições creditícias, normalmente movimentados por
intermédio de cheques, representando estes um instrumento de
circulação da moeda bancária.
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Os cheques são:
- originados em entrega de dinheiro pelo
cliente
(depósito originário);
- originados em operação de créditos
(depósitos contábeis).
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No caso dos depósitos feitos por
clientes, os bancos fornecem cheques em branco que podem ser
preenchidos à vontade do depositante, até completar a quantia
creditada.
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No caso da moeda bancária, ocorre
o mesmo processo utilizado na moeda-papel conversível. Permanecendo
parte dos depósitos sem movimento, os bancos emprestam certa importância
que vai de 75 a 93% dos depósitos, ficando a outra parte como
encaixe, variando sua porcentagem conforme a legislação bancária
de cada país. Há uma proporção entre depósitos, o encaixe e os
empréstimos.
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Enquanto os franceses atribuem a
origem da palavra cheque ao vocábulo inglês to check -
"verificar", "conferir" – os ingleses
sustentam que a palavra é originária do francês echequier
que significa "tabuleiro de xadrez". Segundo os ingleses,
as mesas usadas pelos banqueiros tinham a forma de um tabuleiro de
xadrez, daí o seu nome. A origem é remota e está ligada à letra
de câmbio.
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Os especialistas não têm
certeza. Alguns dizem que os romanos inventaram o cheque por volta
de 352 a.C. Outros admitem ter sido criado na Holanda, no século
XVI. Em Amsterdam, cerca do ano 1500, o povo costumava depositar seu
dinheiro com cashiers, o que representava menor risco do que
guardá-lo em casa.
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Os cashiers concordavam em
arrecadar e cancelar débitos por meio de ordens escritas dos
depositantes (cheques).
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Na Inglaterra, no fim do século
XVII, o povo começou a fazer depósitos com os GOLDSMITHS (*).
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O goldsmith dava ou emitia
a favor do seu cliente, goldsmith notes. Estas simples notas
escritas a mão continham uma promessa de pagamento ao cliente ou à
sua ordem.
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O cliente podia também escrever
ao goldsmith, pedindo-lhe que pagasse a outra pessoa.
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Acredita-se que datem de 1762 os
primeiros cheques impressos por LAWRENCE CHILDS na
Inglaterra. Ele foi o primeiro banqueiro no sentido moderno. Mas
antes disto, no mesmo país, o uso do cheque já tinha começado a
desenvolver-se. Alguns cheques recebidos de diferentes pessoas pelos
banqueiros, contra diferentes bancos, traziam o inconveniente de
obrigá-los a ir aos estabelecimentos sacadores para obter
pagamento. O banqueiro depositava os cheques no seu próprio banco,
depois realizava a coleta. Apresentava depois esses cheques nos
outros bancos empregando mensageiros. Isto significava que os
mensageiros dos variados bancos faziam inúmeras viagens por dia.
Para diminuir o número de viagens, eles resolveram se encontrar
numa taverna, onde permutavam seus maços de cheques.
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Os banqueiros, a princípio,
resistiram a este sistema, mas, percebendo sua utilidade,
adotaram-no, criando as Caixas de Compensação a que são levados
todos os cheques entregues a um banco contra outros.
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O primeiro país que legislou
sobre o cheque, foi a França, com a Lei de 14 de junho de 1865. Na
Inglaterra, onde ele se expandiu mais rapidamente, a legislação
específica só foi baixada em 18 de agosto de 1882.
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No Brasil, a primeira referência
ao cheque apareceu em 1845, quando se fundou o Banco Comercial da
Bahia, mas, mesmo assim, sob a denominação de cautela. Só em
1893, pela Lei 149-B, surgiu a primeira citação referente ao
cheque, no seu Art. 16, letra a, vindo o instituto a ser
regulamentado pelo decreto 2.591, de 7 de agosto de 1912.
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O uso do cheque apresenta muitas
vantagens: facilita a movimentação de grandes somas; economiza o
tempo que tomariam para ser contadas; diminui possibilidade de
roubos, além de impedir o entesouramento do dinheiro em espécie.
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Para segurança, deve sua emissão
cercar-se de garantias, de modo que conquiste a confiança pública.
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Os benefícios propiciados pelo
uso do cheque só são possíveis onde leis rigorosas punem os
eminentes de cheques sem fundos, amparando, assim, sua circulação.
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Outro tipo usado pelos viajantes
é o traveller-check- cheque de viagem ou turístico, emitido
em qualquer país, no qual, no ato da aquisição, o beneficiário
apõe a assinatura que serve de elemento autenticador, quando da
emissão.
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Temos também os cheques
especiais, garantidos até determinado limite, acertado entre o
banco e o cliente.
Notas:
(*) cidadão que cuidava do comércio de ouro.
- Texto extraído do livro "Dinheiro no
Brasil" - F. dos Santos Trigueiro.
(Fonte das Informações desta página : Site do
BANCO CENTRAL DO BRASIL (Museu de Valores do Banco Central) -> http://www.bcb.gov.br
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